Na garagem… questão de confiança

postado por Aleile @ 7:12 PM |
8 de abril de 2010

Corria o ano de 1992, era prefeito de Salvador o ex-radialista Fernando José e as empresas de ônibus decidem fazer uma renovação da frota. Alguém se lembra do Fundetrans (o Fundo de Desenvolvimento do Transporte Coletivo de Salvador), que, então recémcriado,não dispunha de recursos, sequer,para a compra de pneus. A classe resolve bater às portas do governo do Estado,mas sai de mãos vazias. É quando surge a ideia de fazer um empréstimo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através do Finame.

Mas faltava um agente financeiro para avalizar o negócio. E agora? O que fazer, se todos os bancos locais já haviam fechado as portas às empresas?

Bom, o que parecia ser o fim da linha, na verdade era apenas o meio da viagem. Então presidente do ETPS, o empresário Carlos Knittel não desistiu. Com a autorização dos associados, saiu em campo. Primeiro, negociou os chassis, depois as carrocerias. Foi mais uma vez ao extinto Baneb (o banco do Estado) e de novo ouviu não. Procurou um dos bancos privados em que estivera antes e teve um insight: propôs como contrapartida que a instituição passasse a comercializar o vale transporte. Caso as empresas atrasassem o pagamento, o agente financeiro teria em mãos os recursos do VT.

Certa manhã, quando se deslocava para a sede do banco, o presidente da instituição ouve no rádio a notícia sobre a renovação da frota de ônibus, com recursos do Finame. Conhecedor dos trâmites que envolvem a transação, ele indaga para o diretor que havia fechado o negócio com o SETPS e que na ocasião viajava com ele:
- Quem é o banco maluco que está financiando esses empresários de ônibus?
- É o seu banco, doutor! A conversa morreu ali.

Gol contra

 

Corre a lenda de que, lá pelos idos dos anos 80, um ex-proprietário de uma empresa de ônibus resolveu
estrear na política. Lançou-se candidato a vereador por Salvador e saiu em campanha. Dentre outras estratégias para conquistar o eleitorado mandou organizar um torneio de futebol num bairro periférico próximo à garagem da empresa. Comprou troféus, medalhas, uniformes e tudo o mais…

Mas, como eleição costuma ser uma caixinha de surpresas, ao se abrirem as urnas (nessa época, o voto era em papel) veio a decepção. Todo o investimento resultou em uma votação acanhada, suficiente apenas para uma vaga de suplente. Ao constatar que não havia sido eleito, o ex-candidato vai à forra e ordena o fim do torneio.

No final de semana seguinte, quando os jogadores chegam para disputar as partidas válidas pelo torneio, não tinha mais nada para contar a história: nem troféu, nem medalhas, muito menos a prometida premiação em dinheiro!

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